pós-digital

Preparava um projeto para estudar livros de artista digitalizados e pendurados na postdigitalinternet. Masa como avaliar um exemplar único de livro, pintado e escrito à mão pelo artista, e que circula em imagens digitais, sem poder ser tocado, ao mesmo tempo em que é reproduzido digitalmente?

Descobri a partir daí a noção de pós-digital. Não é uma estética, mas uma condição, ou mesmo sub-cultura, diriam alguns, que prima pelo uso simultâneo de mídias digitais e mídias analógicas, de material virtual e material impresso. Com uma estética muito mais próxima da artesanal, da cultura “do it yourself” (faça você mesmo) dos punks, do uso de tecnologia “ultrapassada”, o pós-digital é uma reação à excessiva mercantilização e aceleração criativa e ao descarte de tecnologias. Tudo sempre motivado por números financeiros.

Descobri essa edição da “A Peer-Reviewed Journal About”, recomendando os artigos do Florian Cramer e do Alessandro Ludovico. Este último inclusive organizou livros disponíveis online e pesquisa uma imprensa pós-digital.

No Brasil, o livro da Lucia Santaella, Temas e dilemas do pós-digital: a voz da política, é uma boa introdução, mesmo que ela não concorde com muitas das conclusões dos pesquisadores da revista acima e se mostre um tanto tecnofílica em minha opinião, ela traça um excelente panorama para pesquisas.

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