Georges Bataille e a servidão do homem

bataille“14. Os homens não sabem gozar livremente e com prodigalidade da Terra e de seus produtos: a Terra e seus produtos não se prodigalizam e não se liberam sem medida senão para destruir. A guerra átona, tal como a ordenou a economia moderna, ensina também o sentido da Terra, mas ela o ensina a renegados cuja cabeça está cheia de cálculos e considerações curtas, eis porque ela o ensina com uma ausência de coração e uma raiva deprimente. No caráter desmesurado e dilacerante da catástrofe sem finalidade que é a guerra atual, é-nos no entanto possível reconhecer a imensidade explosiva do tempo: a Terra mesma permaneceu a velha divindade ctoniana, mas com as multidões humanas ela faz também tombar o deus do céu numa algazarra sem fim.”

(“Acéphale II”. Paris, janeiro 1937, p. 21. in Acéphale, 1936-1939)

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