ADEUS ANOS 1970

Depois de assitir o filme O grupo Baader-Meinhof fico pensando em como os anos 1970 sempre me pareceram uma degradação de tudo o que havia de sonho, criatividade e liberdade nos anos 1960. Do ácido à cocaína, dos Beatles aos Sex Pistols, dos hippies aos punks, dos CPC’s à guerrilha, do paz e amor ao no future, de Arembepe ao Araguaia, de Luiza Neto Jorge a Al Berto, da estética da existência ao poder-saber, da vida colorida à vida com peso, desesperança, violência e vontade suicida. Algums alegam a criação da OPEP e a crise econômica daí decorrente. Sei não. Sou e sempre me senti filho dos anos 1980, quando cresci e tomei contato com minhas primeiras descobertas. Mesmo com AIDS, yuppies e kitsch, é uma época com mais alegria. E não apenas no Brasil da redemocratização. Talvez pouco disso tudo faça sentido, mas o que não faz mais sentido é o Baader-Meinhof, apesar da bela canção da Legião Urbana.
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