ESCREVER, APENAS, SOBRETUDO

Penso hoje muito em escritores que abandonam os limites de gêneros literários ou mesmo discursivos e passeiam entre poesia, prosa, ensaio, memórias, crítica literária, pura reflexão pessoal ou filosófica, seja muito a sério ou com um leve sabor de farsa, não importa. Algo com uma escrita pós-borgiana (mesmo que pré-)? Daí: Maria Gabriela Llansol, Gonçalo M. Tavares, João Gilberto Noll, os últimos livros do Antonio Lobo Antunes, Clarice, Ruy Duarte de Carvalho, Luís Miguel Nava, Artaud, Michaux, Bernardo Soares-Fernando Pessoa e outros. Cansam-me os intermináveis debates dos poetas sobre poesia e de prosas que representam realidades sociais e/ou históricas. Ontem vi o Lobo Antunes dizendo que escreve porque escreve e que nada do que escreve lhe interessa mais do que o (f)ato de escrever. O resto é coisa dos leitores e críticos.
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