POLÍTICAS DA SUBJETIVIDADE

Steven Soderbergh é um diretor político, não há dúvidas quando se vê sua filmografia. Mas não deixo de senti-lo como alguém que faz política para o norte-americano médio, que não sabe onde começa o resto do mundo. Exemplo disso em Che foi a resposta irônica de Benício del Toro dizendo que antes de filmar Che pensava que o personagem era uma espécie de cowboy latino-americano. Bah! Ao mesmo tempo, vejo Gus van Sant em Milk – a voz da igualdade e acho que é a política que me interessa. Enquanto Soderbergh parece fazer o canto do cisne de uma forma de política, Van Sant – em seus filmes – aponta para caminhos de uma política que engaja o filme na vida das pessoas de forma muito mais re-pre-sen-ta-ti-va. Políticas da subjetividade, é como muitos chamam. Óbvio que sei tratar-se um do universo latino-americano e o outro do mundo norte-americano, mas não é isso que importa. Importa a persuasão capaz de afetar o espectador, as sutilezas da câmera ao narrar, observar e descrever as micro-revoluções, as mudanças nos afetos e sentimentos. Principalmente quando se tem a história como testemunha.
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