MUNDO CHEIO DE PASSARELAS

esse é o mundo cheio de passarelas por nossas cabeças prontas para a pane, sem permissão de aterrissagem na na avenida do canal em que escapo à morte que trago em meus bolsos desabados do céu;
a carne afirma ser possível sussurros ouvidos nas tubulações que deságuam lixo em nossas bocas, mas amar ainda traz a força de um deus de dentro de nós, espalha nosso espírito pelo espaço público aberto ao poder e às epifanias;
preciso me tornar o que já sou e enquanto sou quero me tornar o que posso ser
(passos não faltam para o fim,
finjo o profeta que há em mim,
sou palhaço em papel de serafim);
passarelas por nossas cabeças, corpos nas arquibancadas quando caem, sangue nas mãos dos que matam flores nascidas do amor feito por nós quando abrimos braços e levamos o futuro; nossos cabelos vermelhos do destino, este mundo-bumerangue a passar e meter medo;
adolescentes que se amam, ferem o olhar de quem recusa o corpo; aqueles das avenidas de vale cujo veneno nas veias vaza a estupidez humana;
daí que os mapas secretos do olho observam o que escrevo com o aço roubado das meninas e a superfície dos nossos pequenos atos que nos define em código morse.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s