CRÍTICA AOS TRABALHOS

O poeta e crítico de poesia gaúcho Ronald Augusto escreveu um pequeno comentário crítico aos Trabalhos do corpo:
Trabalhos do corpo (Letra Capital, 2007), de Sandro Ornellas. A impressão síntese que resta após o término da leitura do livro é a de que o poeta se houve muito bem com os desafios do verso longo e daquela poesia que opera dentro do subdiretório da tradição discursiva. Com efeito, a tradição a que me refiro, e à qual parece se filiar Sandro Ornellas — ao menos nessa obra —, é a do discursivo instaurado pela pós-modernidade; rosácea de referências estético-políticas. Waly Salomão (1943-2003) em seus piores momentos é o poeta-tipo dessa algaravia pós-moderna: lábia resolvida em sumidouro de dicções alheias. Mas no atacado gosto da poesia do baiano. Neste aspecto, a experiência de Sandro Ornellas me parece mais bem sucedida. Atento aos fracassos da tradição do citado subdiretório, o poeta de Trabalhos do corpo soube se safar tanto da vaga neobarroca — cujo léxico é simbolista e retrô — quanto da mera falação de pendor tropicalista.
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