TURISMO BIBLIOGRÁFICO

Qual a melhor maneira de se conhecer uma outra cidade? Alguns acham que comendo o que essas cidades têm a oferecer de próprio. Outros acham que vagando pelas suas ruas, perdendo-se em esquinas movimentadas. Há ainda os que pensam ser conversando com seus moradores. Por incrível que pareça, há os que não querem nada disso e esperam encontrar o que já sabem existir por televisão, livros, revistas, filmes, músicas e propaganda em geral, e, caso não encontrem, ficam decepcionados. Eu, cá comigo, prefiro visitar seus sebos. É o que chamo turismo bibliográfico. Mesmo que nada compre, um passeio pelas lombadas dos livros usados e colocados para vender sempre me dá uma pequena dimensão da cultura da cidade em que estou de passagem.

Foi assim em Fortaleza, de terça a sexta da última semana. Lá descobri (mesmo?) uma cidade suave (?), e que me lembrou algo de Salvador. Não pela suavidade ou pelas questões óbvias. Sempre achei Salvador uma cidade particular, uma cidade da “cultura do Recôncavo”. E é, mas com muito do nordeste que conheci semana passada no dia-a-dia das pessoas, no modo de andar, de se comportar, de se posicionar, de olhar e nos livros dos sebos. Impressões? Sim, nada além de impressões das lombadas dos livros e dos corpos nas ruas até os sebos.

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