NO TRANCO

o rato rói o nervo exposto
história versus instante
fotos que matam fatos
facilmente

quase tudo morto
quase quente
o vivo quase sempre
vive entre

o corpo pesado
o fardo e o pecado
pregos na porta
esqueletos no armário

logo ali
é o lago dos poetas
depósito de versos
e cadáveres elegantes

é tempo de dificuldades
e afasias
discursos sem uso
abusos da memória

boca vazia e frases fósseis
não são o fim do mundo
fim do tempo
mas o tranco do tempo

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