MILITANTE

Existem várias formas de se falar sobre sua geração. O risco, me parece, é se tornar demasiadamente genérico e/ou (auto-)indulgente. Mas me parece inevitável como fato da memória e como tomada de partido necessária à sobrevivência social, cultural e psíquica.
Daí que hoje fui ao lançamento dos três vencedores do Prêmio Braskem na Fundação Casa de Jorge Amado (Herculano Neto, Marcia Tude e Vitor Mascarenhas) e pensei em como hoje consigo me ver como parte de uma geração que produz literatura, independente de tudo, com qualidades, projetos, desejos e possibilidades variáveis, mas que o faz com vontade. E fiquei feliz por poder ler todos, divulgá-los, vê-los aparecer, aparecer com eles, desaparecer com eles, não gostar do que escrevem, brigar pelo que escrevem, pela literatura. Ser-lhes contemporâneo.
Conto isso porque fiquei um mês de férias deste blog, que, sei, me ajudou a ter essa sensação. Reclama-se repetidamente da falta de leitores e que são os escritores lêem a si mesmos. É verdade. Mas a internet, hoje, possibilita (ao modo dela) o surgimento dessas comunidades afetivas, em que idiossincrasias, desejos, práticas são compartilhadas (lidas?), umas de forma mais, outras, menos institucionalizadas, e que se mantém vivas.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s