QUARTA POSTAGEM

Projeto essas postagens para você como quem lança sinais em código morse batendo com os dedos nas teclas à espera de resposta. Projeto muitas escritas como quem arremessa iscas em alto mar. Projeto vidas no monitor, no papel. Projeto de vida em que você está irrevogavelmente dentro. Projetamos, eu e você, nosso diálogo em proximidade, mas suas respostas demoram a se aproximar. Preciso do seu olhar, preciso da sua leitura. Você viaja? Quero dizer, está fora, em outro projeto? Seu ou alheio? Venho postando com mais rapidez do que de costume. Não quero perder nada. Costumo olhar muito para frente e perder o fio, o risco, o traço da vida… digo, da escrita. Perder o leitor. Acho que por isso poesia. Não tem início nem fim, frente nem verso, direito nem avesso. Projeto puro. Poesia. Hoje eu tenho em você grandes expectativas. Você tem em mim? Vou te contar: o dia se passou com escritas em voz alta. E ruído. Muito ruído ao redor, provocando solavancos na escrita do trabalho, dificultando a comunicação, a proximidade. Havia excessivas rasuras sobre o que eu escrevia; e havia a rasura da minha própria escrita. Esta sempre há. Mas não foi nada além das circunstâncias. Você não gosta de circunstâncias? São elas que propiciam todo projeto, toda escrita. Vida, por exemplo, é circunstância. Se eu te contasse as circunstâncias que me levaram a esse projeto. Eu e você. Também circunstâncias de um bom encontro. Não se lembra? Pois vou te contar, te escrever…
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