PEDRO BRINCA

PEDRO BRINCA

Pedro chega chutando palavras dizendo que quer porque quer que eu o leve ao cais dos barquinhos que vira aos três anos que tinha e que quer porque quer que eu brinque de carro como ontem brinquei porque carro é dez! e aquele foi cem! e que quer porque quer migalhas de pão aos pombos jogar quando correm dos passos no cais em que vamos ver barcos. Pedro corre e cai e acaba tão sério não corre o mundo mas quer porque quer o ainda impossível e acaba com a cara fechada com o riso que engasga e pára e de novo depois outra vez retoma que quer porque quer correr todo o mundo seguro certo perfeito de si. Pedro dorme e sonha com bolas e pedras e bichos e fala e grita se mexe ao meu lado que vejo tudo isso e na hora ele acorda e quer porque quer sonar no seu sonho mas sabe que a vida se pega é sem luvas nas mãos pois teatro é real teatro é à vera teatro é fatal e também é cruel é cruel é cruel. Pedro brinca de roda com amigos que giram com tudo aí cai uma amiga e na praça ele pára a roda e fala que assim não se brinca e não vale! e pára! e se zanga com os outros se vira pra mim que só olho de longe e me olha o que posso e não posso fazer porque quer porque quer brincar de viver.
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