RUÍNAS

são quizumbas no corpo, zoadas na alma
cacos, trapos, estilhaços
da inglória lembrança de esquecer
vertigem da história, dor furta-cor
mescla marrom, tom sobre tom
famélica impaciência com a vida
que convida
a desalinhavar limites, linhagens
e abdicar de lançar ao outro lado
sinais de fumaça, pedaços de pedra lascada
avisos vindos
do fundo do mundo: despedaçado
futuro se cruza com passado
e faz do aço da espada juiz da hora
a medir
– senhor – os passos dados
os dados falsos que lanço
e assino na ante-sala do meu assassínio
na origem dos tempos
ruínas, corpo, alma, cacos, trapos, estilhaços
que lembro bem junto ao peito
– memória que sou do fruto mais peco

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