TÃO CONTRÁRIO A SI

PAPO-CABEÇA: dizem que o conceito aristotélico de “mimesis” (na Poética) foi compreendido no renascimento como “imitatio”, a imitação dos melhores, que serviriam de modelos a serem emulados. É o que vemos no poema abaixo de Quevedo, que claramente emula o famosíssimo soneto de Camões, que talvez estivesse fazendo o mesmo com outro poeta, Petrarca, quem sabe…

DEFINIENDO EL AMOR

Es yelo abrasador, es fuego helado,
es herida que duele y no se siente,
es un soñado bien, un mal presente,
es un breve descanso muy cansado.
Es un descuido que nos da cuidado,
un cobarde, con nombre de valiente,
un andar solitario entre la gente,
un amar solamente ser amado.
Es una libertad encarcelada,
que dura hasta el postrero parasismo;
enfermedad que cresce si es curada.
Este es el niño Amor, este es su abismo.
Mirad cuál amistad tendrá con nada
el que en todo es contrario a sí mismo!

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