VENDETTA

V DE VINGANÇA

na barra de nossas vidas
na barra de nossas vozes
na barra pesada, barra pisada, barra prensada
na barra pensada por nossos corpos encontro você
transatlanticamente
em memórias que são nossos olhos de cão
encontro você
em memórias que são nossas horas de não
encontro você
história calada, almas sem calma, estorvo vazado
corpos & culpas
anteriormente não era assim, anteriormente havia só o sim
mas o jardim que você prometeu não era um jardim
o jardim que você prometeu possuía um fim
& sua fé de gelo matou seu segredo
sua fé de gelo minou nosso mundo
sua fé de gelo feriu nosso espelho profundo
& isso lembramos
& isso amamos
& isso é impossível esquecer
o suplício nos vai à pele & pertence à carne & inflama os sexos
& conquista os corpos & fabrica as almas para melhor as armar
para melhor tatuá-las numa fé de fogo
& não lhe esquecermos
você nos habita com seus sermões alucinatórios
& sua retórica amante da morte
& lhe devolvemos tudo isso & aos seus
com festas & rezas & velas acesas &
carnavais de um outro avesso &
violência intestina a esmagar sua mão
sua poderosa mão
como você não queria que acontecesse
mas acontece
porque queremos que aconteça
& acontece
& isso aprendemos com você & sua fé
com você & sua fé
& ainda não é o bastante
& ainda não é o que é & ainda não é o mundo
em que vivemos deste então
& você verá – antonio vieira – & você verá
perdemos toda a culpa & ainda somos crianças

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