A CARA DO CARA

Estava esperando algum momento para postar algo sobre Rimbaud, santo padroeiro deste que vos escreve. Então, para fazer o momento maior, pelo menos para mim, vai em português, na onipresente tradução do Lêdo Ivo, e em francês também, para ficar pretensioso, pois o garoto era muito, muito pretensioso. E muito, muito bom mesmo. Ah, o trecho é do Iluminações.
MANHÃ DE EMBRIAGUEZ

Ó meu Bem! Ó meu Belo! Fanfarra atroz em que cambaleio. Cavalete feérico! Hurra para a obra inaudita e para meu corpo maravilhoso, pela primeira vez! Assim isto começou e acabará: sob os risos das crianças. Este veneno vai ficar em todas as nossas veias mesmo quando, a fanfarra indo embora, voltarmos à antiga desarmonia. (…)
MATINÉE D’IVRESSE

O mon Bien! O mon Beau! Fanfare atroce où je ne trébuche point! Chevalet féerique! Hourra pour l’oeuvre inouïe et pour le corps merveilleux, pour la primière fois! Cela commença sous les rires des enfants, cela finira par eux. Ce poison va rester dans toutes nos veines même quand, la fanfare tournant, nous serons rendus à l’ancienne inharmonie. (…)
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