TEMERIDADES

Acho temerário colocar um contador neste blog. Mas vá lá… coloquei! Tá lá no finalzinho. Escrever também é temerário, então posto o trecho a seguir, que pertence a um texto meu:

Um texto, como uma vida, não possui ponto final, mas se transforma permanentemente. Uma escrita não se encerra jamais, nunca se fecha sobre si mesma. Antes se abre, se suspende e arremessa, pensa sobre alguns lugares a serem incessantemente revisitados. Um começo, então, é esse lugar fulgurante de um retorno que nunca acaba, retorno à vida de uma escrita infinita. Desliza-se sempre para um outro começo, diferenciado, possivelmente insuspeito. Um recomeço. Esse retorno deslizante se faz nas descontinuidades, nos interstícios dessa história, nas falsas lembranças que dão o valor e a potência do que se quer e se pode. Ao longo dos anos, poucos ou demasiados, é o poder de uma vida que está em jogo, poder de reavaliação e de recomeço. Aliás, a vida sempre está em jogo, levando seus erros e acertos, suas traições e promessas, suas derrotas e vitórias. Muito mais virá, é certo, mas escrever é o essencial ou não é nada.

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