AMOR FATI


amo a sorte
como quem ama
um ombro
um mote
um forte fascínio
e puxo os fios
do sol
que me atam
à vida ex-
ata-
mente ao meio-
-dia com
olhar ruminante
observo meu
corpo que
se ergue
por entre
a lida do sono
e dá à
luz
o espinho
que levo
à flor
da pele
são raras
as horas
em que caras
se mostram
atentas
ao excesso
de tumulto
no caminhar
do mundo mas
meus traços avaros
meus raios e
pregas
meus pêlos e
covas
atestam a sede
que congela
a verdade
sob minhas
infinitas
solas dos pés
apontando
o futuro

[Este poema foi publicado na Revista Germina]
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